O primeiro poema de amor

Por: sábado, dezembro 21, 2013 0
poema-sumerio
Numa cerimônia de casamento, há quatro mil anos, uma mulher se declarava ao seu noivo, o rei da Suméria, Shu-Sin. Trata-se do poema de amor mais antigo da humanidade, a tabuleta 2461, que se encontra no Museu de Antiguidades Orientais de Istambul.
 
Conforme historiadores, aquela noite era possivelmente o primeiro dia do ano. Em meio a músicas e danças, alguém fazia o que fazemos até hoje, e sentia a necessidade mais natural de todos nós, a de expressar o amor. 
 
Será que escrever sobre o amor, por ser arte tão antiga, não seja também instintiva?
 
Poema ao rei Shu-Sin
Noivo, caro ao meu coração,
Agradável é a tua beleza, doce mel,
Leão, caro ao meu coração,
Agradável é a tua beleza, doce mel.
Tu cativaste-me, deixa-me permanecer tremente perante ti,
Noivo, eu deixaria que me levasses para o quarto,
Tu cativaste-me, deixa-me permanecer tremente perante ti,
Leão, eu deixaria que me levasses para o quarto.
Noivo, deixa que te acaricie,
A minha preciosa carícia é mais saborosa do que o mel,
No quarto o mel corre,
Desfrutamos a tua agradável beleza,
Leão, deixa-me acariciar-te,
A minha carícia amorosa
é mais saborosa do que o mel,
Noivo, tu de mim tomaste o teu prazer,
Diz isto a minha mãe, ela far-te-á gentilezas,
O meu pai, ele dar-te-á presentes.
O teu espírito, eu sei onde recrear o teu espírito,
Noivo, dorme na nossa casa até ao amanhecer,
O teu coração, eu sei como alegrar o teu coração,
Leão, durmamos juntos em nossa casa até ao
amanhecer.
Tu, porque me amas,
Dá-me o favor das tuas carícias,
meu senhor deus, meu senhor protetor,
Meu Shu-Sin que alegra o coração de Enlil,
Dá-me o favor das tuas carícias.
Teu lugar agradável como mel,
por favor estende a tua mão sobre ele,
Traz a tua mão sobre ele como um manto gishban
Cola tua mão como uma taça sobre ele
como um traje gishban-sikin,

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